27 Janeiro, 2009

sobre a conversa [que de fiada, nunca teve nada]

alguns achavam que era conversa fiada, outros pensavam que era charme, mas de fato ela não confiava em ninguém.

confiava tolices, pensamentos, brincadeiras.
confiava sua casa e seu quarto.
sua loucura e suas dores.

por vezes confiava seu corpo e sua cama.
confiava senhas e chaves, desejos e anseios.

mas nunca confiara seu sono a ninguém.

no dia que [enfim] ela adormecer sob os olhos de outrem, a conversa [que de fiada, nunca teve nada] acaba.

0 comentários: